domingo, 24 de abril de 2011

Rio traça mapa da qualificação para 104 mil vagas até 2020

Em parceria com o Dieese, governos estadual e municipal elaboram novo plano de formação profissional

Rio - A concentração de R$ 214 bilhões em investimentos no Estado do Rio até 2020 vai gerar 104 mil empregos diretos em setores bastante diversificados da economia. Governos municipal e estadual fizeram levantamento minucioso para nortear o preparo de mão de obra para essas vagas. Estudo da Secretaria de Desenvolvimento aponta que grandes eventos que terão o Rio como sede — como Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 — “refinaram” a qualificação profissional.

A capacitação de profissionais para segmentos menos braçais, como moda, turismo, informática e até a ampliação de centros de pesquisas, dividem os esforços de qualificação. Os setores campeões de empregos continuam muito bem, como Construção Civil, Petróleo e Gás, Indústria Naval e Metalurgia. O estudo começou com cursos já executados em 2010, quando foram abertas 162.497 oportunidades no ensino profissionalizante. A maioria (34.321) foi na Construção Civil, seguida de Administração (26.230) e Turismo (15.206). Agora, especialistas já estão cruzando esses dados com os do Dieese para desenhar um novo mapa da qualificação oficial do Rio.

“O levantamento foi um trabalho de fôlego, envolvendo os órgãos públicos, que identificaram o número de vagas para cursos de qualificação no estado. A partir do estudo do Dieese, que identificará a demanda de trabalhadores, será possível distribuir melhor ainda o número de vagas”, explicou o secretário de Desenvolvimento, Julio Bueno. “Com isso, vamos otimizar recursos, investindo no que realmente for necessário e distribuindo melhor cursos e disciplinas onde a demanda por qualificação for mais necessária”, apontou.

Diretor da Petrocenter Escola Técnica de Petróleo e Gás, Samuel Pinheiro menciona o apagão de mão de obra qualificada na indústria naval e em petróleo e gás. “O mercado cresceu muito rápido, mas o sistema educacional não consegue acompanhar e formar na mesma velocidade”, sinaliza. Ele destaca que para formar um técnico é preciso um ano e meio. Um engenheiro exige cinco anos. “O mercado necessita de profissionais técnicos e de Nível Superior em velocidade maior. Hoje, 63% das vagas nesses setores não são preenchidas”, observa.

Para chegar aos cursos

- Juventude Cidadã (Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego): http://www.rio.rj.gov.br/web/

- Petrobras Jovem Aprendiz: (21) 2221 - 8216.

- Prominp: https://portal.prominp.com.br/prom/index.do 

- Senai-RJ: 0800-231231 e portal http://www.senai.br/br/Almanaque/snai_vc_alm.aspx

- Senac Rio/Fecomércio: (21) 4002-2002 e http://www.rj.senac.br

- Inscrições nos programas abaixo podem ser feitas nos postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine), sob coordenação da Setrab: (21) 2299-1349.

- Plano Territorial de Qualificação, Plano Setorial de Qualificação (Planseq) Qualifica Rio Social; Indústria do Carnaval; Serviços Nacional; Siderurgia; Comércio Varejista de Combustíveis; Nacional Comércio e Serviços Afrodescendentes; Comércio; Bares, Hotéis e Restaurantes; Telemarketing Nacional; Trabalho Doméstico Cidadão; Turismo Nacional; Cidadão Olímpico; Bolsa Família; Comércio; Construção Civil e ProJovem Urbano.

Novos polos

REGIÃO METROPOLITANA
Em alta: Moda carioca; Gemas e joias; Tecnologia da Informação (TI). Tradição: Informática; Turismo; Telecomunicações; Audiovisual

BAIXADA FLUMINENSE
Em alta: Petróleo; Gás e Energia; Calçados; Móveis. Tradição: Petroquímico; Químico; Plástico

REGIÃO LESTE
Em alta: Argila. Tradição: Indústria Naval

SERRANA
Em alta: Moda Íntima; Turismo; Metal Mecânico; TI. Tradição: Moda Íntima; Vestuário

NORTE FLUMINENSE
Em alta: Cerâmica; Petróleo, Gás e Energia. Tradição: Cerâmica; Petróleo; Fruticultura

MÉDIO PARAÍBA
Em alta: Cerâmica Vermelha; Calçados; Turismo; Metal Mecânico. Tradição: Siderurgia; Automotivo; Turismo

NOROESTE FLUMINENSE
Em alta: Rochas Ornamentais; Confecção. Tradição: Rochas Ornamentais

BAIXADAS LITORÂNEAS
Em alta: Moda Praia. Tradição: Turismo

CENTRO-SUL
Em alta: Cerâmica Vermelha; Metal Mecânico

REGIÃO OESTE
Em alta: Arco Metropolitano. Tradição: Termelétrica de Itaguaí

COSTA VERDE
Em alta: Turismo

Fonte: O Dia Online

terça-feira, 19 de abril de 2011

Curso Engenharia de Processo

Com crescente demanda por profissionais com capacidades técnicas e específicas para atuarem no setor de Petróleo e Gás, sobretudo no processamento destes fluidos para fornecer fontes de energia necessárias para atender o crescimento econômico, o Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Técnico Científico da PUC (CTC/PUC-Rio) oferece o curso de pós-graduação em Engenharia de Processo, nas unidades do Centro e da Gávea. As inscrições vão até o dia 19 de abril.

O curso de especialização em Engenharia de Processo visa preparar profissionais para elaborar, coordenar, acompanhar, fiscalizar projetos e otimizar operações de unidades de produção e processamento de petróleo e gás natural. As aulas têm início no dia 05 de maio e serão ministradas às quintas e sextas, das 18h20 às 21h50, na Unidade Centro, e aos sábados, das 8h20 às 16h40, na Unidade Gávea.

Voltado para profissionais de Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Engenharia de Petróleo, Engenharia Química e áreas afins, o curso é composto por um programa com o total de 400 horas. Os temas abordados vão desde processos de refino e escoamento de fluídos, até segurança aplicada às instalações marítimas e terrestres.

A inscrição tem valor de R$ 40 (quarenta reais). Os interessados devem apresentar Curriculum Vitae, cópia do Diploma de Graduação (ou declaração de conclusão), Histórico Oficial de Graduação e um texto de duas páginas apresentando os motivos pelo interesse no curso. Os documentos devem ser entregues pessoalmente, pelo correio (R. Marquês de São Vicente, 225/Casa XV – Gávea/RJ), pelo e-mail documentocce@puc-rio.br ou pela Central de Atendimento (0800 970 9556).

O investimento pode ser pago em 13 parcelas de R$ 1.354 (mil trezentos e cinqüenta e quatro reais), com a primeira no ato da matrícula e as restantes nos meses seguintes. São aceitos pagamentos com os cartões de crédito American Express, Mastercard e Visa.


Inscrições: Até 19/04/11
Informações: www.cce.puc-rio.br
Data: 05/05/2011 - 18:20 - 21:50
Cidade: Rio de Janeiro - Brasil
Local: Unidade PUC-Rio/Gávea (Rua Marquês de São Vicente, 225 – casa XV) e Unidade PUC-Rio/Centro (Av. Marechal Câmara, 186 – 7º andar)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Statoil inicia produção no Brasil e planeja ser líder no segmento privado

A norueguesa Statoil começou a produzir petróleo e gás no campo Peregrino (foto) , na bacia de Campos, no sábado. A produção deve alcançar 12 mil barris/dia ao longo desta semana e outros três poços serão conectados, um por semana, até o próximo mês. A empresa planeja chegar ao fim do ano produzindo 100 mil barris no país. "É um dia muito importante para a Statoil no Brasil. Peregrino é o maior projeto em produção tendo a empresa como operadora fora da Noruega", comemora o presidente da empresa no país, Kjetil Hove.

O início da produção de Peregrino é resultado de cinco anos de esforços da Statoil. Foram 25 milhões de horas trabalhadas e "muito esforço" de 800 pessoas ligadas ao projeto, algumas trabalhando na sede da empresa no Rio e outras nas duas plataformas de perfuração e na unidade de produção, enumera Hove.

Ao longo do ano a Statoil fará mais perfurações no campo, terminando 2011 com 14 poços perfurados na área, que fica a 85 quilômetros da costa e próximo à cidade de Rio das Ostras (RJ). Só então a norueguesa vai utilizar toda a capacidade instalada de produção da plataforma flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO) Maersk Peregrino, que é de 100 mil barris de óleo equivalente por dia. A área do campo tem hoje duas plataformas de perfuração próximas à de produção.

Kjetil Hove não esconde a satisfação quando frisa que a Statoil concluirá o ano ocupando o posto de segunda maior produtora do país, atrás apenas da Petrobras. Entre as companhias privadas, a norueguesa vai tirar o primeiro lugar da Shell, que está produzindo atualmente no país 90,8 mil barris de óleo e gás, uma parte disso sendo da própria Petrobras, que é sócia dela no chamado Parque das Conchas.

Como a Shell planeja colocar em produção a segunda fase do Parque das Conchas entre 2012 e 2013, as duas empresas vão disputar o segundo lugar ainda por algum tempo, pelo menos até o início da produção comercial do pré-sal, quando a BG e a Repsol terão direito a grandes quantidades do óleo produzido, mesmo não sendo operadoras das áreas.

A Statoil não divulga quanto investiu em Peregrino, que tem reservas estimadas entre 300 e 600 milhões de barris recuperáveis. Hove informa que no período entre 2008 e 2016 a companhia vai investir entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões no país, com a perfuração de outras áreas, inclusive dois poços em Peregrino Sul.

No ano passado a empresa vendeu 40% de Peregrino para a chinesa Sinochem por US$ 3,07 bilhões, segundo maior negócio fechado na América Latina por uma petroleira chinesa desde 2002. A Statoil não tem destino certo para esse dinheiro, que poderá ser alocado no Brasil se a companhia tiver sucesso na exploração de áreas nas bacias de Camamu-Almada, Jequitinhonha, Espírito Santo, Campos e Santos, onde tem parcerias ou com a Petrobras, ou Repsol e Ecopetrol.

A Statoil vai perfurar oito poços exploratórios no próximo ano e meio. "Se encontrarmos óleo, e esperamos que isso aconteça, vamos usar o dinheiro (obtido com o negócio com a Sinochem) para desenvolver esses projetos", disse Hove ao Valor.

A Sinochem terá direito a 40% da produção de Peregrino. Segundo a Statoil, a companhia chinesa será a responsável pela comercialização do seu óleo, que será exportado. O óleo será retirado no mar, através de navios aliviadores que se conectarão à plataforma. A parte da Statoil será exportada inicialmente para os Estados Unidos e de lá para países que tenham refinarias capazes de processar o petróleo pesado, de 14 graus na escala do Instituto Americano de Petróleo (API na sigla em inglês).

Fonte: Valor Econômico|

domingo, 10 de abril de 2011

Transpetro prorroga inscrições do concurso público para oficiais da Marinha Mercante

- A Transpetro informa que o prazo para as inscrições no processo seletivo público para admissão imediata de 342 oficiais da Marinha Mercante foi prorrogado até o dia 5 de maio. O edital e a ficha de inscrição estão disponíveis no site da empresa (www.transpetro.com.br) ou podem ser retirados nos endereços listados no próprio edital. As inscrições são gratuitas e a remuneração mínima é de R$ 7.620,93.

Para o preenchimento destas 342 vagas, a Transpetro prevê o cadastro dos 394 candidatos melhor qualificados no concurso. A empresa oferece diversos benefícios como auxílio-creche, ensino pré-escolar, fundamental e médio, plano de saúde, participação nos lucros e resultados, seguro de vida em grupo, benefício-farmácia e plano de previdência complementar.

A Transpetro realiza simultaneamente concurso para admissão imediata de 386 suboficiais e guarnição da Marinha Mercante para seus navios. Nesse caso, as inscrições terminam no dia 6 de junho.

Subsidiária de logística de transporte da Petrobras, a Companhia deve admitir, até 2013, cerca de 1.700 marítimos de todas as categorias. As contratações visam atender à demanda gerada pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), que prevê a encomenda de 49 navios a estaleiros brasileiros.

Fonte: Redação releases@guiaoffshore.com.br

Estaleiro OSX receberá licença de instalação em abril e obras de R$ 3 bilhões começam em maio

A OSX, empresa do grupo EBX dedicada à construção de plataformas de petróleo, recebe em abril a Licença de Instalação para começar a construir o que será o maior estaleiro da América Latina e vai garantir a campanha de exploração e produção da OGX, braço de petróleo do empresário Eike Batista.

De acordo com o diretor financeiro e de Relações com os Investidores, Roberto Monteiro, o projeto de R$ 3 bilhões ficará totalmente pronto no final de 2013. A partir do segundo semestre de 2012, no entanto, já poderá prestar alguns serviços.

Ele informou que no final de abril começam a chegar as propostas dos 11 pacotes de licitações lançados pela empresa entre o final de 2010 e março deste ano. Segundo o executivo, entre 4 e 8 empresas participam de cada licitação e as primeiras propostas a serem abertas referem-se à preparação do terreno e construção do cais e do dique seco.

O estaleiro da OSX terá capacidade para construir até 6 plataformas e 6 jaquetas por ano numa primeira fase e possibilidade de ampliação para 9 unidades na segunda fase.

A capacidade do projeto é para corte de 180 mil toneladas de aço por ano, que podem subir para 220 mil toneladas e numa terceira etapa para 500 mil toneladas, "dependendo da demanda". "Em equipamentos temos cerca de 600 milhões de reais e o restante é obra civil", informou.

RECEITA EM 2011

Enquanto o estaleiro não fica pronto, a empresa começa a gerar receita este ano com o afretamento da plataforma OSX-1 para a OGX. "Este ano começamos a gerar receita, algo em torno dos 30, 40 milhões de dólares a partir do segundo semestre", informou.

Uma receita que vai ser incrementada ao longo dos próximos anos com encomendas da OGX e terceiros, o que inclui possíveis trabalhos para empresas que atendem a Petrobras.

No momento, Monteiro costura com a OGX mais um contrato de pedidos firmes, depois de já ter garantidas as quatro primeiras plataformas da co-irmã, duas flutuantes (FPSO) e duas fixas.

"Esse novo lote que estamos trabalhado junto com a OGX vai fazer crescer o nosso ''order book'' sensivelmente, vai crescer entre 60 e 80 por cento", antecipou o executivo que prevê para breve o anúncio do novo acordo.

A OGX vai divulgar na próxima semana um novo relatório de reservas petrolíferas elaborado pela DeGolyer & MacNaughton. O anúncio do acordo com a OSX deve ocorrer após essa divulgação. Para atender as futuras encomendas Monteiro já adquiriu dois cascos na Indonésia, que poderão servir de base para as plataformas OSX-3 e OSX-4.

Entre o final de abril e começo de maio Monteiro volta ao mercado de dívida para a construção da OSX-2, unidade de 775 milhões de dólares e que deve ter 80 por cento financiado pelos bancos. A primeira plataforma negociada com a OGX (OSX-1) será entregue no segundo semestre deste ano e a OSX-2 e as duas fixas ficam prontas em 2013, informou.

INAUGURANDO A CIDADE X

Para garantir tranquilidade ao andamento da obra, a OSX será a primeira moradora da cidade idealizada por Eike Batista e que está sendo projetada pelo arquiteto Jaime Lerner, a Cidade X, em São João da Barra, onde está sendo construído o Complexo do Açu (estaleiro, porto, siderúrgicas, térmica). A Cidade X será um empreendimento do Real Estate X, braço imobiliário da EBX e será projetada para 250 mil habitantes.
Cerca de 2 mil casas e um hotel serão construídos até o final de 2012 para abrigar os funcionários e executivos envolvidos na construção do estaleiro, adiantou Monteiro.

A OSX vai construir também um Instituto Tecnológico Nacional no Complexo do Açu, que vai treinar os cerca de 10 mil trabalhadores previstos para o estaleiro e mais mil nas plataformas que serão afretadas pela companhia.

Chamado para o time da OSX pela sua experiência de 32 anos na Petrobras, Carlos Bellot, diretor de Operações da OSX desde julho do ano passado, informou que a entidade será um centro de treinamento tanto para a operação das plataformas como para o desenvolvimento de tecnologia.

"No final do ano começaremos os treinamentos, na primeira fase vai ser intenso, 3.100 pessoas", explicou Bellot, que não vê difciuldade em arrumar mão-de-obra no país e disse que a indústria brasileira "está começando a se mexer" para fornecer equipamentos não encontrados no país, como turbinas e compressores.

(Fonte:Reuters/Brasil Online/ Denise Luna)